- Do que você se lembra?
- Eu me lembro que meu nome é Rosa, e de algumas coisas de quando era bem pequena. Menor do que sou hoje, já que não cresci muito.
Me lembro de uma árvore alta, folhas pequenas como eu, e que gostava de pensar que minha vida era um sonho. Você já pensou que um sonho fosse real?
Quando eu dormia e sonhava com algo, era como acordar de um sonho dentro de outro. A peça que minha cabeça gosta de me pregar.
Era como se dormisse só por um minuto. O cansaço funcionava também, toda vez que ia dormir, perdia sono procurando a saída daquela ilusão.
Eu gostava de pensar, que toda dor que sentia, era só uma dessas peças que minha cabeça gostava de me pregar. É muito mais fácil assim.
Meu avô dizia que meninas lindas como eu, eram flores antes de serem meninas. Dai veio o outono, secaram as flores, e o vento levou pra outro lugar. "Essa dor é recorrente da secura anterior..." Dizia ele. - E eu estou aqui agora.-
Não conheci nenhum dos meus avós, nem o materno nem o paterno. Todos morreram antes deu nascer, meus pais são ambos caçulas, eles mesmos não conviveram com muitos parentes da família. A minha avó materna era mãe solteira, acredito que nem ela conviveu muito com meu avô. O paterno teve um derrame um pouco antes do meu pai completar 12 anos. Ficou vivo por mas dois desde então, morreu umas semanas depois do 14º aniversário de meu pai. Definitivamente não o conheci, só pelas fotos.
Uns anos a traz, minha avó revelou que não tinha certeza de quem era o pai da minha mãe, ultima filha de 3, e que o homem da foto era só quem a ela achava que era. " Madalena, de qualquer jeito, seu pai esta morto, seja quem ele quem for. E fomos felizes mesmo assim, eu você e suas irmãs."
Minha mãe disse que foi muito feliz na infância, disse que também brincou em volta daquela árvore. Tivemos infâncias parecidas. Mas o fator determinante foram os detalhes, e que minha mente gosta de me pregar peças.
Malva, minha amiga de infância, dizia que eu confiava de mais nas pessoas, sinto falta daquela confiança. Acho que deveria confiar mais agora.
É o que me falta ultimamente.
Fui crescendo, e as coisas mudaram. Descobri a verdade e agora não confio tanto quanto confiava antes. Eu, como sou gente também, acabo que não confio muito em mim, já que minha mente sempre gostou de me pregar peças. Já os remédios, são a desconfiança que as outras pessoas tem em mim. Mas eu confio nas flores.
O sono vem vindo agora, até amanha minha florzinha, talvez eu lembre de mais coisas, quando acordar.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Mil e Um Sintomas - Parte I
Sabia ela que o fim estava próximo.
Dollores falava sozinha, todas as noites, só pra assimilar o decorrer do dia. Por vezes falava de coisas tristes, outras de coisas alegres, desejos e realisações. Dollores sabia o que dizia, a sabedoria pra ela era sinônimo de imaginação.
- Se quisesse saber das coisas, sairia pela rua recitando um livro, todos recitariam livros! Minha vontade é de escrever um. Um dia, as pessoas sabias gritaram minhas falas pela rua.
Dollores era incontrolável, até para si mesma, as vezes sentia que algo a puxava pra frente e pra traz, dependendo de onde a queria, e muitas vezes a colocavam no pior dos lugares. Aquele mais sujo e incomodo, ou simplesmente vazio. Esse era pior no mundo.
Muitas vezes, pobre Dollores ouvia o que não queria e até chegou a rir das coisas que odiava, ria até do eu maior medo no mundo, só pra parecer não se importar, sem se preocupar com força.
- Não preciso ser forte...
Dollores morava no andar térreo de uma casa quase vazia, com poucos moveis enormes, uma decoração transparente,seu nome estava escrito em cada comodo da casa, mais ainda na cozinha, ela odiava a cozinha. Tinha vizinhos barulhentos e via vultos vindos de uma casa pequena na rua de traz. Dollores odiava aquela casa, era assustador só de pensar que varias pessoas consiguiam viver numa casa tão pequena.
- Eles nunca se cansam deles mesmos?!
A casa era movimentada, tanto no meio quanto no fim da semana. Da casa de Dollores podia-se ouvir tudo que acontecia na vizinhança, em espacial naquela casa. O som das pessoas se movimentando não era fora do normal, nem estrondoso, o que mais chamava a atenção na verdade, era o silencio na casa de Dollores. Por tal motivo, nunca se sabia quando ela estava em casa, durante a noite as luzes continuavam apagadas,e quando dia, as janelas fechadas.
- O ar não circula aqui, mesmo se escancarassem as janelas, abri-las só vai fazer piorar o cheiro de mofo. Esse cheiro já estava aqui antes de mim.
Dollores falava sozinha, todas as noites, só pra assimilar o decorrer do dia. Por vezes falava de coisas tristes, outras de coisas alegres, desejos e realisações. Dollores sabia o que dizia, a sabedoria pra ela era sinônimo de imaginação.
- Se quisesse saber das coisas, sairia pela rua recitando um livro, todos recitariam livros! Minha vontade é de escrever um. Um dia, as pessoas sabias gritaram minhas falas pela rua.
Dollores era incontrolável, até para si mesma, as vezes sentia que algo a puxava pra frente e pra traz, dependendo de onde a queria, e muitas vezes a colocavam no pior dos lugares. Aquele mais sujo e incomodo, ou simplesmente vazio. Esse era pior no mundo.
Muitas vezes, pobre Dollores ouvia o que não queria e até chegou a rir das coisas que odiava, ria até do eu maior medo no mundo, só pra parecer não se importar, sem se preocupar com força.
- Não preciso ser forte...
Dollores morava no andar térreo de uma casa quase vazia, com poucos moveis enormes, uma decoração transparente,seu nome estava escrito em cada comodo da casa, mais ainda na cozinha, ela odiava a cozinha. Tinha vizinhos barulhentos e via vultos vindos de uma casa pequena na rua de traz. Dollores odiava aquela casa, era assustador só de pensar que varias pessoas consiguiam viver numa casa tão pequena.
- Eles nunca se cansam deles mesmos?!
A casa era movimentada, tanto no meio quanto no fim da semana. Da casa de Dollores podia-se ouvir tudo que acontecia na vizinhança, em espacial naquela casa. O som das pessoas se movimentando não era fora do normal, nem estrondoso, o que mais chamava a atenção na verdade, era o silencio na casa de Dollores. Por tal motivo, nunca se sabia quando ela estava em casa, durante a noite as luzes continuavam apagadas,e quando dia, as janelas fechadas.
- O ar não circula aqui, mesmo se escancarassem as janelas, abri-las só vai fazer piorar o cheiro de mofo. Esse cheiro já estava aqui antes de mim.
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Parte I
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Heróis
Clarisse sentia que nasceu não sei pra que, nem ela sabia, mas sentia desde pequena que sua vida tinha uma intensão maior que qualquer coisa. Não sabia muito bem o que faria da vida. Simplesmente sabia que todo o decorrer dela era um ensaio pro proposito maior do mundo, destino, Deus. Não se importava com quem a incumbira dessa missão secreta, sabia que era algo grande, importante."Eu nasci pra mudar o mundo!", dizia ela quando perguntavam o que ela queria ser quando crescesse; " quem disse que preciso crescer pra ser alguma coisa?! Posso ser o que eu quiser hoje." ou pelo menos era essa a certeza.
Insistente em sua ideia, prestava atenção no mundo, assistia os telejornais noturnos, na esperança de que ouvisse um chamado divino enquanto ouvia a noticia, ou então aquele filme de ficção cientifica, onde o super-herói descobre tarde seus poderes mágicos.
- Já tenho 11 anos, e ainda não se manifestou poder maior. Talvez eu não seja uma super heroína, ou meus poderes já se manifestaram e não percebi... Há algo de novo em mim?!
Durante meses pesquisou em diversos lugares, atividades fora do normal, alguma coisa que pudesse ter ligação dela com outro planeta, talvez. Achou informações desordenadas, mas sem ligação com constelações indecifradas.
- Oh! Uma mulher deu a luz a quadrigémeos um dia depois deu ter tropeçado naquela pedra! Não... isso foi mês passado, e essa noticia é de três anos. Na cidade tem uma mulher de 100 anos... Não sei como alguém pode viver tanto, quantas coisas ela deve ter visto. Viver um século deve ser cansativo.
Nada entre o que ela havia encontrado, a ligava à um sentido maior, Clarisse não se decepcionou, sabia muito bem que sua vida tinha um proposito maior que qualquer vontade, ou desistência.
A cada ano que passava, Clarisse sentia que sua vida tinha um proposito ainda mais importante, a demora nunca a fez desistir da ideia de que mudaria o mundo, e independente da vontade de Clarisse, sabia que ainda haviam muitos anos a se esperar. Séculos talvez.
Insistente em sua ideia, prestava atenção no mundo, assistia os telejornais noturnos, na esperança de que ouvisse um chamado divino enquanto ouvia a noticia, ou então aquele filme de ficção cientifica, onde o super-herói descobre tarde seus poderes mágicos.
- Já tenho 11 anos, e ainda não se manifestou poder maior. Talvez eu não seja uma super heroína, ou meus poderes já se manifestaram e não percebi... Há algo de novo em mim?!
Durante meses pesquisou em diversos lugares, atividades fora do normal, alguma coisa que pudesse ter ligação dela com outro planeta, talvez. Achou informações desordenadas, mas sem ligação com constelações indecifradas.
- Oh! Uma mulher deu a luz a quadrigémeos um dia depois deu ter tropeçado naquela pedra! Não... isso foi mês passado, e essa noticia é de três anos. Na cidade tem uma mulher de 100 anos... Não sei como alguém pode viver tanto, quantas coisas ela deve ter visto. Viver um século deve ser cansativo.
Nada entre o que ela havia encontrado, a ligava à um sentido maior, Clarisse não se decepcionou, sabia muito bem que sua vida tinha um proposito maior que qualquer vontade, ou desistência.
A cada ano que passava, Clarisse sentia que sua vida tinha um proposito ainda mais importante, a demora nunca a fez desistir da ideia de que mudaria o mundo, e independente da vontade de Clarisse, sabia que ainda haviam muitos anos a se esperar. Séculos talvez.
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Erro?
Por horas se pensa como descrever uma coisa, muitas delas já são descritas, nesse caso não é necessário pensar, apenas se fala! Foi o que elas disseram, quando olharam e sussurraram :
- Eu amo...
Nisso eu que me assustei, recorri a minhas estruturas, imaginei como sempre imagino, desencadeei uma seção de desagrado. Em meus registros isso era impossível, pois se uma definição se procura e se encontra, no que consta em minha biblioteca, necessita-se de anos para constatar tal coisa.
Tal façanha seria impossível, mesmo ao mais romântico dos seres viventes, não existe amor sem definição, não se defini o que ela sente por amor, ao menos não em minha percepção, mais por indignação do que curiosidade, perguntei o que era o "amor?". Não puderam me responder, e o mais engraçado foi como disseram que não podiam " amor não se define, apenas sente...", eu perguntei a ela, a outra, a varias pessoas, "... como se sabe sentir o que não se tem definição? Como se diz sentir, se não sabe o que é?". Perguntas as quais existem varias respostas, e sim, já me certifiquei da maioria, dessas muitas duas perguntas surgiram. Duas opções na verdade, e assas sim mesmo com definição é difícil escolher.
- Sera que minha definição é falha, e não sei o que de fato é amor, ou o mundo esta errado?
Talvez eu só sinta inveja, pra elas tudo é tão facil.
- Eu amo...
Nisso eu que me assustei, recorri a minhas estruturas, imaginei como sempre imagino, desencadeei uma seção de desagrado. Em meus registros isso era impossível, pois se uma definição se procura e se encontra, no que consta em minha biblioteca, necessita-se de anos para constatar tal coisa.
Tal façanha seria impossível, mesmo ao mais romântico dos seres viventes, não existe amor sem definição, não se defini o que ela sente por amor, ao menos não em minha percepção, mais por indignação do que curiosidade, perguntei o que era o "amor?". Não puderam me responder, e o mais engraçado foi como disseram que não podiam " amor não se define, apenas sente...", eu perguntei a ela, a outra, a varias pessoas, "... como se sabe sentir o que não se tem definição? Como se diz sentir, se não sabe o que é?". Perguntas as quais existem varias respostas, e sim, já me certifiquei da maioria, dessas muitas duas perguntas surgiram. Duas opções na verdade, e assas sim mesmo com definição é difícil escolher.
- Sera que minha definição é falha, e não sei o que de fato é amor, ou o mundo esta errado?
Talvez eu só sinta inveja, pra elas tudo é tão facil.
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
Enquanto a queda das lagrimas...

Pobre garoto choroso, mesmo ele decorado seus pesares, se negava o direito de sentir pena de si, e ficou anos sem derramar uma única lágrima. Tinha motivos de sobra para isso, mas tinha o dom de achar uma distração quando preciso. As vezes suas vontades não eram tão fortes quanto deviam, e por muito pouco conseguia junto delas vencer a batalha contra seu apego e decepção Para aqueles mais sensíveis um único momento de alegria pode acarretar numa devastadora destruição, e era essa destruição a mais presente.
Aquele garoto choroso, que sempre andou em passos silenciosos, distantes, não sonhava, dormia apenas por cansaço acordava por conveniência, comia, as vezes não comia apenas engolia. Passava despercebido, e mesmo alguns o observando nunca tentaram decifra-lo, e era isso o mais triste.
"É extraordinariamente fácil mudar a historia dele, eu posso, eu o faço. O que não consigo encontrar é um motivo pra fazer isso. Já que ele sim tinha motivo pra ser assim, choroso, distante... Tinha motivos pra camuflar seu passos, se manter invisível, só não acho motivos pra deixa-lo viver, ele também não acha então irei mata-lo."
Enquanto ele respira, sua respiração se mostra mais suave que sua alma, mais leve. Ele faz o teste! Corre em direção ao nada, mas este diferente do que se pode encontrar em um garoto choroso, corre o mais rápido que pode, lembra das mais dolorosas lembranças, junta todas as lágrimas que pode, seus olhos tão carregados e pesados quanto a dor que cada lágrima , seu cabelo se move com o vento, e se joga em um abismo profundo.
Durante a queda se sente leve, derrama seus temores, suas magoas, sua leveza, se envolve em se pranto sereno, enquanto a queda se prolonga, não pensa em alivio nem paz só no vento que soprava, dessa vez em seu favor. Prestes a chegar ao solo sorri levemente e morre sem sofrer. Não morre por inteiro, só a parte mais pesada e que por mais suave que ele foce, sempre estava lá a quele tanto, só pra dizer que estava. Falar para ele no instante mais critico; “Pare agora, e pense no pior!”.Ele mudou, e no dia seguinte quando vê o fruto de sua suavidade vê que se não sofreu, foi pelas lagrimas que no momento da dor apararam sua queda, e aliviaram sua seu peso!
E no momento da mudança, teve a certeza de que se sofreu ou sofre hoje, ontem ou amanha! Sofre por ter feito a escolha certa, e não deixou que seu sofrimento o tomasse por inteiro. Mesmo não negando o triste fato que o sofrimento faz parte de tudo que ele é! E que isso não anula todo o resto.
Significados

Jenny sabia o valor de um sorriso, a única expressão que se via em seu rosto era essa, seu largo e sincero sorriso. Sorrindo as vezes até parecia inconveniente, arrogante, sorria após a bronca da mãe, a nota ruim, a quebra da promessa do pai. Seus parentes nunca levavam ela a velórios pois estava sempre sorrindo e tinham medo de que esse seu sorriso fosse visto com maus olhos! Mas por onde passava deixava alegria, quando via algum chorando, com seu sorriso enxugava as lágrimas de quem fosse! Semeava seu sorriso, atravessava fronteiras intransponíveis e permanecia sorrindo.
Num domingo choroso um dos primeiros dias do inverno, acordou cedo, arrumou a cama fez o café dos pais e foi pro banheiro, trancou a porta. Seus pais acordaram viram o café pronto na mesa, ficaram felizes e nessa felicidade nem deram por conta da filha, passa-se uma, duas, três horas... Hora do almoço, sua mãe contente lembrou que Jenny gosta de ajuda-la na cozinha, e a chama para isso.
- Jenny, querida vem me dar uma força.
Mas ninguém responde.
Depois de um tempo sua mãe desiste, começa o almoço sem ela.
Em seguida o pai entra.
- Quem esta no banheiro??
- Acho que é a Jenny!
Logo em seguida ele bate na porta, ninguém responde, bate outra vez, nada! Pega a chave mestra da casa, abre a porta e paralisa!
Imediatamente vendo a cara de horror de seu marido a mãe de Jenny vai até a porta do banheiro também mas esta não paralisa, desaba ao ver o corpo de sua filha Jenny ensanguentado e estirado no chão. Pulsos cortados, um corte profundo porem um sorriso no rosto, sincero até! Nos olhos se via uma lágrima, mas Jenny morreu feliz. Afinal ninguém nunca a viu chorar!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Temporario
Vou revisar os textos e tentar melhora-los pois que se é mal usado e mal feito não me da o direito de errar e não corrigir!
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
As influencias.
Durante uma vida não se deixou abater, quando pequena gostava de desenhar paisagens, desenhava até que bem, mas nunca se interessou realmente então se cansou.
Lia os livros mais interessantes que achava na estante do pai, o que era raro e quando acontecia lia de três a duas vezes a mesma pagina, ao olhar pra ela lendo, até se via algum problema. Mas só ela sabia que lia e relia, apenas pra prolongar o livro, e nesse tempo de espera aproveitava para intende-lo melhor. Até que intendia, derrubava sozinha as possíveis indagações que fazia em silencio e em silencio aprendia, aprendeu que terra é terra, que água é água, e que o vinagre não se mistura com o azeite, o tipo de coisa que todo mundo deve sabe, se não, não sabe de nada. Ela sabia mais do que devia, tanto que imaginava mais do que o normal, e consequentemente sofria. Quando se intende o que não deve intender, a confusão é apenas consequência, as aparências ficam evidentemente óbvias e irritadiças, as pessoas revelam a hostilidade que só deveria ser percebida com mais tempo e ao contrario do que dizem, é o conhecimento que assusta. Ao pensar melhor vê-se que se você não intende não teme pois é essa ignorância que as vezes te mantém corajoso. O que se aprende mais cedo, alem de formar covardes desfigura a criança que esses tais desejarão ser depois de velhos e se fazem patetas. Estes mesmos que escrevem livros tão apaixonantes, que as vezes desejamos ter nascido antes.
Quando ela percebeu que se encaixava nesse termo, tentou viver como vivem garotas novas, sem saber que estava antecipando um sentimento antigo.

Lia os livros mais interessantes que achava na estante do pai, o que era raro e quando acontecia lia de três a duas vezes a mesma pagina, ao olhar pra ela lendo, até se via algum problema. Mas só ela sabia que lia e relia, apenas pra prolongar o livro, e nesse tempo de espera aproveitava para intende-lo melhor. Até que intendia, derrubava sozinha as possíveis indagações que fazia em silencio e em silencio aprendia, aprendeu que terra é terra, que água é água, e que o vinagre não se mistura com o azeite, o tipo de coisa que todo mundo deve sabe, se não, não sabe de nada. Ela sabia mais do que devia, tanto que imaginava mais do que o normal, e consequentemente sofria. Quando se intende o que não deve intender, a confusão é apenas consequência, as aparências ficam evidentemente óbvias e irritadiças, as pessoas revelam a hostilidade que só deveria ser percebida com mais tempo e ao contrario do que dizem, é o conhecimento que assusta. Ao pensar melhor vê-se que se você não intende não teme pois é essa ignorância que as vezes te mantém corajoso. O que se aprende mais cedo, alem de formar covardes desfigura a criança que esses tais desejarão ser depois de velhos e se fazem patetas. Estes mesmos que escrevem livros tão apaixonantes, que as vezes desejamos ter nascido antes.
Quando ela percebeu que se encaixava nesse termo, tentou viver como vivem garotas novas, sem saber que estava antecipando um sentimento antigo.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Detalhes.

Se encontraram em um dia qualquer, para ambos, ambos não apreciavam o dia. Totalmente diferentes em pequenos e discretos detalhes, esses mesmos detalhes que sozinhos podem ser totalmente insignificantes, mas juntos são essenciais para se determinar uma personalidade. Assim como eles seus detalhes eram únicos, mas nem sempre proveitosos, aqueles detalhes em excesso que chagam a ser irritantes.
No dia 20 e alguma coisa de um ano bissexto...
Ela vivia como se estivesse parada, esperando o sol se por vulgar até em sua respiração, ela adorava ser assim "vulgar" só por enganar e decepcionar, vivia como se sonhasse e tudo que fazia, fazia por achar que não passava de um sonho e que acordaria em breve, controlava sua vida como um, assim nas primeiras palavras ouvidas, já se decepcionava multidões evitando desperdício de tempo e até de palavras, deixava o tempo passar, desperdiçava o máximo possível, era só isso que fazia em sua vida, pois temia ter de fazer mais. Porem dentro desse imenso desperdício conseguia saber de uma vida por algumas frases apenas, poucas palavras bastavam para que ela pegasse no ar detalhes, aqueles que é preciso anos para reparar.
Ouvia os sonhos, os traumas, felicidades e angustias, em uma curta frase de vinte palavras, quase sempre interrompia as pessoas na palavra numero quinze por dispensar repetitivos e cansativos detalhes.
Ele, uma figura singular, um autentico megalomaníaco, tolo, apagava os vários livros que leu em um simples olhar inconveniente, sua essência era de uma criança mimada e mal educada como se uma opinião fosse um brinquedo velho que ele não brincava a anos, e quando alguém dizia o contrario de seu pensamento, fazia escândalos absurdos mesmo sem averiguar se essa opinião era certa ou errada, como se tivessem roubado seu brinquedo.
Era um homem também cheio de detalhes, fascinantes até se vistos em quantidade e ordem certa, mas como os detalhes gritavam mais do que seu conjunto, era quase que impossível vê-los como belos, pobre homem. Para a desventura dos dois, se encontraram de um jeito brusco e desagradável, ela indo para casa e ele apenas vagando pela mesma rua, no principio a vulgaridade daquela garota com um jeito misterioso sagas chamou a atenção dele que em seu "saber supremo" a analisou por completo e se enganou profundamente, pobre homem, a viu totalmente superficial e indefesa, precisando apenas de entendimento, uma pobre alma capas de grandes coisas mais em seu egoísmo mor sabia que a imagem que fazia dela nada mais era do que um desejo de ter uma coisa a se dedicar, então a "coitada" coisa que ela não tinha nada lhe pareceu a opção mais agradável. Ela no principio, percebendo as carências do rapas, até pensou em aproveitar do pobre, mas viu por sua conversa e excesso de informações que ele só lhe traria problemas, então depois de meia hora de conversa totalmente intelectual, digamos que chata e repetitiva, onde as palavras especificas escolhidas com cuidado só ajudavam e reforçavam explicitas intenções e expectativas do rapas. Decidiu por influencia da sua imensa percepção abrir seus olhos e poupa-lo de maiores demonstrações indignas de carência, começou a analisar os detalhes mais profundamente, não havia prestado muita atenção no começo, por isso teve que induzi-lo a repetir mais ainda o que já tinha falado, e tirou suas conclusões.
Realmente não havia nada de proveitoso, e acabou com aquela tortura de um jeito tão brusco quanto o começo dela, assim pode retornar a sua vida repetitiva e cheia de detalhes!
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
A janela!
Em um dia que estava mais escuro do que o normal, Hellena pegou uma folha de papel e foi-se a escrever, era praticamente impossível saber o que ela estava escrevendo.
A expressão de seus olhos e boca eram as mesmas, como se uma completasse a outra. Parecia aquela mesma Hellena de todos os dias, mesmas roupas, mesmos sapatos, hábitos e olhares.
Olhava pela janela a cada linha que escrevia, amassava uma folha a cada duas linhas, pegava outra, escrevia mais duas e amassava como as outras mil falhas que já estavam no lixo.
Sua mãe chegou em casa cansada, ligou a musica predilecta no quarto, passou na frente do quarto de Hellena, viu que ela estava escrevendo com a mesma dedicação de sempre e resolveu não atrapalhar.
Entrou debaixo do chuveiro pretendendo não sair de lá tão cedo.
E Hellena com o olhar de sempre, não só o olhar, mas também o mesmo, o bâtom vermelho que havia pegado escondido de mãe umas duas semanas atrás, esta já tinha o costume de ver a filha usando. Hellena pensava enquanto escrevia, já escreveu muitas coisas em sua curta vida, Hellena sempre dizia que escreveu mais do que viveu, e muito provavelmente estava certa no que disse, tinha mais cadernos escritos de seu punho do que anos de vida, e se orgulhava muito disso!
A mãe de Hellena também escrevia cadernos quando tinha a sua idade, mas não tantos quanto Hellena havia escrito "...e quando começava não parava mais..." sempre dizia a mãe de Hellena quando conversavam. Depois que de se casar ainda escrevia algumas coisas, mas com a correria do trabalho e com a morte do marido, deixou de escrever definitivamente.
Naquele dia a mãe de Hellena tomou um banho demorado, Hellena tentou esperar um pouco até que a mãe saísse, mas não podia, achava que já estava atrasada, deixou o bilhete que gostaria de entregar pessoalmente encima da cómoda onde escrevia e fez o que ia fazer.
A sua mãe saiu exatos cinco minutos depois de Hellena a esperar na porta do banheiro, falou sozinha por uns dois minutos até que percebeu que estava sozinha em casa, chamou por Hellena sem resposta, entrou no quarto e viu o bilhete que dizia.
" Esse é o melhor que posso fazer por mim ... "
Seguido de um desenho alegre de uma menina feliz, isso tranquilizaria a mãe se não fosse a marca molhada encima do papel, logo em seguida se tomou de um desespero cortante, e do medo do pior, assim que a primeira gota chegava ao meio de sua face, ouviu o som da campainha tocar, correu e atendeu a porta, desmoronou assim que o zelador do condomínio pronunciou em um tom aflito e horrorizado.
- A Hellena...
Foram essas poucas palavras que gritavam em sua mente que lesse agora os cadernos de sua filha, e nem se preocupou em ouvir o resto da frase, deu um grito e correu para o quanto da filha, onde o vento revirava as paginas do caderno ainda incompleto, na ultima folha se estabelecia a tragédia, a frase mais cruel do que a do zelador.
" E no desejo de voar estendeu suas fracas asas e se foi. Pela eternidade as manteve abertas! Porem não saiu do chão."
Que se seguiu de lágrimas e na corrida desesperada da mãe até a janela, que do 19º andar, via o corpo de Hellena espalhado no chão.
A expressão de seus olhos e boca eram as mesmas, como se uma completasse a outra. Parecia aquela mesma Hellena de todos os dias, mesmas roupas, mesmos sapatos, hábitos e olhares.
Olhava pela janela a cada linha que escrevia, amassava uma folha a cada duas linhas, pegava outra, escrevia mais duas e amassava como as outras mil falhas que já estavam no lixo.
Sua mãe chegou em casa cansada, ligou a musica predilecta no quarto, passou na frente do quarto de Hellena, viu que ela estava escrevendo com a mesma dedicação de sempre e resolveu não atrapalhar.
Entrou debaixo do chuveiro pretendendo não sair de lá tão cedo.E Hellena com o olhar de sempre, não só o olhar, mas também o mesmo, o bâtom vermelho que havia pegado escondido de mãe umas duas semanas atrás, esta já tinha o costume de ver a filha usando. Hellena pensava enquanto escrevia, já escreveu muitas coisas em sua curta vida, Hellena sempre dizia que escreveu mais do que viveu, e muito provavelmente estava certa no que disse, tinha mais cadernos escritos de seu punho do que anos de vida, e se orgulhava muito disso!
A mãe de Hellena também escrevia cadernos quando tinha a sua idade, mas não tantos quanto Hellena havia escrito "...e quando começava não parava mais..." sempre dizia a mãe de Hellena quando conversavam. Depois que de se casar ainda escrevia algumas coisas, mas com a correria do trabalho e com a morte do marido, deixou de escrever definitivamente.
Naquele dia a mãe de Hellena tomou um banho demorado, Hellena tentou esperar um pouco até que a mãe saísse, mas não podia, achava que já estava atrasada, deixou o bilhete que gostaria de entregar pessoalmente encima da cómoda onde escrevia e fez o que ia fazer.
A sua mãe saiu exatos cinco minutos depois de Hellena a esperar na porta do banheiro, falou sozinha por uns dois minutos até que percebeu que estava sozinha em casa, chamou por Hellena sem resposta, entrou no quarto e viu o bilhete que dizia.
" Esse é o melhor que posso fazer por mim ... "
Seguido de um desenho alegre de uma menina feliz, isso tranquilizaria a mãe se não fosse a marca molhada encima do papel, logo em seguida se tomou de um desespero cortante, e do medo do pior, assim que a primeira gota chegava ao meio de sua face, ouviu o som da campainha tocar, correu e atendeu a porta, desmoronou assim que o zelador do condomínio pronunciou em um tom aflito e horrorizado.
- A Hellena...
Foram essas poucas palavras que gritavam em sua mente que lesse agora os cadernos de sua filha, e nem se preocupou em ouvir o resto da frase, deu um grito e correu para o quanto da filha, onde o vento revirava as paginas do caderno ainda incompleto, na ultima folha se estabelecia a tragédia, a frase mais cruel do que a do zelador.
" E no desejo de voar estendeu suas fracas asas e se foi. Pela eternidade as manteve abertas! Porem não saiu do chão."
Que se seguiu de lágrimas e na corrida desesperada da mãe até a janela, que do 19º andar, via o corpo de Hellena espalhado no chão.
sábado, 1 de agosto de 2009
Por mais um minuto.

Quando ele ficava triste, pedia a si mesmo mais um minuto pra respirar. Não que isso fosse resolver, ele sabia que não ia, e não era essa a sua intenção. Pedia um minuto a mais só pra ver se algum de seus pedidos era realizado. Para alguém que era acostumado a pedir, um a mais, um a menos, não fazia diferença.
Sempre pedia "por favor", "com licença", " me ajude", entre outras coisas... E muitas vezes, quase todas, esses pedidos não eram realizados. Mesmo assim ele insistia em seus vãos pedidos.
Um dia parou pra pensar no porque de seus pedidos não serem realizados, varias coisas passaram por sua cabeça.
- Talvez eu peça baixo de mais, ou eu falo tão enrolado que ninguém consegue entender, ou então eu não peço direito, ou peço fora de hora. Talvez não deveria pedir mais! Não mais pedir?
Mas ao responder essa pergunta, viu o verdadeiro motivo de pedir tanto, e que sem este motivo, perderia mais do que tempo!
E pediu a si mesmo mais um minuto!
terça-feira, 28 de julho de 2009
O cuidado com as palavras!
Susane era uma garota inteligente, com 6 anos de idade, escrevia o nome de todos os membros da família...
" Humbert... Felipe.... Karine... Susane..."
Susane era uma garota criativa, adorava historias de fadas, duendes, bruxos, tanto bons quanto maus, e escutava com atenção a voz da mãe dez do "Era uma vez.." até o "... e então a feiticeira má..." o que frustrava suas tentativas de faze-la dormir, e a obrigava a incrementar as historias fechando as lacunas dos próprios autores.
- Mas mãe a bruxa não era imortal!?
- Sim querida, mais o príncipe conseguiu mata-la com uma espada especial que quebrou o feitiço de imortalidade da bruxa!
- Ah! Boa noite mãe!
- Boa noite Susane, durma bem!
A mãe de Susane não inventava as explicações para se livrar de mais perguntas, fazia isso porque achava cruel deixar a pobre menina ser corroída pela curiosidade proveniente de um descuido do autor de livros infantis, então mentir não seria tão mau assim. Apesar de não gostar de mentiras, não achava que era mentir modificar e incrementar algo que foi inventado e certamente não era, por isso dormia tranquila durante a noite. O que não apagava o fato de que Susane , não acreditar em nada do que a mãe dizia.
" Humbert... Felipe.... Karine... Susane..."
Susane era uma garota criativa, adorava historias de fadas, duendes, bruxos, tanto bons quanto maus, e escutava com atenção a voz da mãe dez do "Era uma vez.." até o "... e então a feiticeira má..." o que frustrava suas tentativas de faze-la dormir, e a obrigava a incrementar as historias fechando as lacunas dos próprios autores.
- Mas mãe a bruxa não era imortal!?
- Sim querida, mais o príncipe conseguiu mata-la com uma espada especial que quebrou o feitiço de imortalidade da bruxa!
- Ah! Boa noite mãe!
- Boa noite Susane, durma bem!
A mãe de Susane não inventava as explicações para se livrar de mais perguntas, fazia isso porque achava cruel deixar a pobre menina ser corroída pela curiosidade proveniente de um descuido do autor de livros infantis, então mentir não seria tão mau assim. Apesar de não gostar de mentiras, não achava que era mentir modificar e incrementar algo que foi inventado e certamente não era, por isso dormia tranquila durante a noite. O que não apagava o fato de que Susane , não acreditar em nada do que a mãe dizia.
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